Uísque e Vergonha, faz temporada no Teatro Novo em São Paulo

© Joao Caldas Fº
© Joao Caldas Fº

Foto:  Joao Caldas 

Uísque e Vergonha é uma adaptação do livro da escritora e roteirista brasileira Juliana Frank com direção de Nelson Baskerville e no elenco Alessandra Negrini ,Erika Puga  .

Lançado na FLIP de 2016, o livro Uísque e Vergonha trata das aventuras e desventuras de Charlotiê na cidade de São Paulo. Sua conduta irreverente de adolescente rebelde e seu talento para narrar as próprias experiências na escola, em casa e nas ruas da cidade, nos fazem embarcar nesse universo urbano através de seu olhar original. A relação da garota com as personagens como sua mãe, sua falecida tia, seu psicanalista e seus namorados conduzem essa brilhante narrativa de fatos reais e surreais, adaptada para o teatro por Michelle Ferreira.

No palco do Teatro Novo, cinco atores e alguns bonecos vão interpretar 22 personagens em 37 cenas. Com assinatura de Cássio Brasil, também responsável pelos 22 figurinos, o cenário caótico cheio de referências retrata de forma muito estilizada os locais frequentados pela autora como Cemitério, Casa Mãe, Quarto Charlotiê, Sala de Aula, Muro da Escola, Consultório Lacran, Restaurante U-hu, Boate e Praia.

Pensamos que já que a normalidade dá conta da normalidade, a arte tem que dar conta de tudo aquilo que ficou de fora. A arte deve remexer aquela sujeira debaixo do tapete, desmascarar o cotidiano mentiroso dos mortos-vivos para fazer ver os plenos de vida, os que não ligam, os que nos dizem o tempo todo que viver não pode ser só isso.E não podemos negar que essas obras produzem tamanho fascínio no publico que seria impossível vivermos sem elas.

Uísque e Vergonha é um trem-fantasma, a alegoria da dureza da vida. Em um cenário caótico, cheio de referências, retratamos de forma estilizada os lugares (paulistanos) por onde Juliana Frank passou, viveu e escreveu: o cemitério do Araçá (sim, desenterraremos mortos nesse espetáculo), um estúdio de tatuagem, um beco com muro grafitado, os bares, boates e lanchonetes da Rua Augusta, a escola onde estudou, a praia onde costumava acampar e os personagens que cruzaram sua vida, os homens a quem amou, formando uma grande rede  e  suas interseções geralmente conflitantes.

Por tratar-se da adaptação de um romance, uma brilhante adaptação de Michelle Ferreira, diga-se, a linguagem é épico-narrativa, as atrizes e atores contam cenas, vivem situações, escrevem em lousas, cantam, dançam, hora interpretando personagens, hora narrando em uma atmosfera onírica e alegórica.No fundo é a dor, que por trás da alucinação de um texto meio gonzo e meio gozo, faz com que toda a piração se eleve, se refine, ganhe os ares e as alturas da mais fina, da mais leve e mais densa literatura.

Serviço Completo:

Local: Teatro Novo Rua Domingos de Moraes, 348 – Vila Mariana Prox da Estação Ana Rosa

Informações: (11) 3542-4680

Vendas: www.ingressorapido.com.br

Horário: Sexta e Sábado às 21h30 | Domingo às 19h | Segunda às 21h

Ingressos:Sexta e Segunda R$ 50 | Sábado e Domingo R$ 60

Duração: 100 minutos

Classificação indicativa: 18 anos

Temporada: até 08 de julho

 

Espetáculo O Bote da Loba ,em cartaz em São Paulo

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                                              Foto: Priscila Prade

 

O espetáculo é  parte  do  projeto Plínio Marcos, que vem acontecendo desde 2014 no Teatro Garagem, encenação do penúltimo texto do polêmico autor marca a parceria do diretor Marcos Loureiro com a atriz Anette Naiman e agora conta com a atriz convidada Dani Moreno.

Plínio Marcos é considerado um dos maiores dramaturgos brasileiros. Sua obra O Bote da Loba foi escrita em 1997, e permaneceu inédita por quase 20 anos até a montagem realizada pelo Teatro Garagem em 2016. Esta obra, que integra o Projeto Noites Sujas que ocupará até o fim do mês de julho o Teatro de Arena, aborda o universo feminino sob a ótica de duas mulheres que se encontram para uma sessão de tarô. Veriska (Anette Naiman), a maga vidente, através dos seus poderes místicos, tentará ajudar a cliente Laura (Dani Moreno), mulher casada e reprimida, a libertar-se de suas angústias e de seu sofrimento.

Em 2016, o Teatro Garagem celebrou seus 12 anos de existência com a estreia deste texto, até então inédito, que também faz parte do projeto “Ocupação Plinio Marcos no Teatro Garagem” que atualmente conta com o espetáculo Navalha na Carne em cartaz. Ambos com direção de Marcos Loureiro e com a participação da atriz e idealizadora do projeto Ocupação Plinio Marcos, Anette Naiman, interpretando a antológica prostituta Neusa Sueli, de Plinio.

Serviço Completo:

Local :   Teatro de Arena Eugênio Kusnet  -Rua Dr. Teodoro Baima, 94 – Vila Buarque

Informações: (11) 3256-9453

Horário: Quartas às 20h

Ingressos: R$ 40

Duração: 60 minutos

Recomendação: 18 anos

Gênero: drama

Temporada :até dia 25 de julho